2019

A Prudential do Brasil agradece a participação de todos os inscritos na quinta edição do Prêmio Prudential Espírito Comunitário.

Recebemos mais de 1.500 inscrições e para nós é uma honra poder saber que tantos jovens brasileitos querem transformar a sociedade.

Para você que não foi selecionado, continue investindo no trabalho voluntário e contribuindo para uma nação mais justa e com menos desigualdades sociais. Se não foi desta vez, quem sabe você poderá ser selecionado na próxima edição?

Conheça os 10 finalistas que, com suas ações voluntárias, transformaram positivamente a realidade de centenas de pessoas no Brasil.

BAHIA 

Maria Antonia Carvalho Deziderio

Aos 19 anos, Maria Antonia já tem uma história como ativista dos direitos das mulheres e das pessoas negras. Saber que poucas mulheres alcançam a posição de líderes, ouvir histórias sobre assédio, feminicídio e preconceito, sempre a deixou indignada. No final de 2018, ela se inscreveu para o LALA (Latin American Leadership Academy, programa de desenvolvimento de liderança na América Latina) e lá conheceu o projeto Girl Up. Se apaixonou pelo projeto e resolveu trazer uma sede para sua cidade. Através do Girl Up promove rodas de conversa sobre assuntos que necessitam ser discutidos como gravidez na adolescência, violência doméstica, representatividade política feminina e padrões de beleza. O clube conseguiu ainda arrecadar recursos (cerca de R$7.000,00) e mandar uma pessoa de baixa renda para Washington para discutir sobre feminismo na sede da Fundação das Nações Unidas. 

GOIÁS

Iago Lima Prado

Por meio de uma roda de conversa entre alunos da sua escola sobre o desperdício que as empresas de laticínios faziam do uso do soro do leite bovino e sob a orientação da professora de biologia, Iago e seu grupo desenvolveram um projeto de fertilizante natural produzido a partir da cana de açúcar tratada com soro de leite bovino. Eles avaliaram o desenvolvimento inicial da cana de açúcar e aplicaram o soro do leite, que era descartado por empresas e produtores de queijo, em diferentes concentrações. Mais de 60% dos produtores rurais da região e empresas de laticínio passaram a adotar a ideia, fato que levou vários produtores a adotarem uma prática mais sustentável.

Luiza Diniz Vilanova

Vítima de bullying aos 13 anos, Luiza buscou uma forma para entendê-lo. Depois de escrever o seu primeiro livro, criou um ciclo de 12 tardes que ofereciam ferramentas para o desenvolvimento de habilidades como liderança, altruísmo e empatia. Surgia o Gotinhas do Bem, projeto que desenvolve competências socioemocionais dentro de escolas públicas, com uma abordagem acolhedora e lúdica para tratar temas difíceis como violência, abuso sexual e vulnerabilidade econômica. O projeto cresceu e já atingiu mais de 4.000 crianças com idade entre três e 12 anos espalhadas por 15 estados do Brasil e outros seis países.

MINAS GERAIS

Arthur de Jesus de Oliveira Silva

Arthur viu a dificuldade de sua avó para conseguir os cuidados médicos que precisava no posto de saúde de sua cidade. Eram cadernos e mais cadernos com nomes de pacientes aguardando consultas. Inconformado com essa situação e decidido a acabar com a fila de espera da saúde, ele se juntou a um amigo e foi falar com o prefeito. Nascia ali o projeto Corujão da Saúde. Como o posto de saúde funcionava até às 16h, a proposta de Arthur era buscar os profissionais, ajustar o local e acertar os horários para assim criar um plantão que funcionaria das 16h às 22h. O projeto já beneficiou mais de 20.000 mil pacientes na cidade. Com dois clínicos gerais e dois pediatras, o Corujão da Saúde tem se mostrado um ótimo exemplo de política pública para o bem-estar da população.

PARÁ

Giselly Corrêa Barata

Filha de educadores, Giselly cresceu vendo a mãe dar aulas em comunidades rurais, encarando grandes desafios. O exemplo despertou nela a necessidade da luta por uma educação de qualidade para todos e a vontade de dedicar-se ao próximo. O livro "Malala: A menina mais corajosa do mundo", da Viviana Mazza, potencializou sua vontade de impactar sua comunidade e trouxe uma dimensão mais clara de engajamento. Assim fundou o Projeto de Impacto Social Malala. Com uma equipe de mais de 20 voluntários entre artistas, professores e estudantes, o projeto atua em diferentes municípios, nas áreas rurais da Amazônia, conhecendo as dificuldades das escolas, dialogando com líderes comunitários e arrecadando recursos e materiais escolares.

RIO DE JANEIRO

Gabriela Lima Moreira

Sensibilizada pelo impacto ambiental causado pelos polímeros plásticos, Gabriela, junto com um grupo de alunos de sua escola, começou a estudar alternativas para reinserir resíduos plásticos na construção civil. A ideia, apoiada por professores, cresceu. Através de seu projeto, criou um posto de coleta seletiva de plásticos na escola, promoveu cinco campanhas de coleta de lixo em praias, separando o plástico colhido para trituração e utilização como aditivo no concreto da construção civil.  Visitou ainda mercados para avaliar se as embalagens estavam de acordo com as normas técnicas e ainda iniciou um trabalho de conscientização de crianças de uma escola municipal sobre o uso e descarte dos resíduos plásticos.  

Isabella Ozorio Werneck

O Amor pelo irmão, que é autista, e pela música, inspirou Isabella a criar o Projeto ArTEAmando (@arteamando) que promove a inclusão de crianças e adolescentes autistas por meio da música e das artes. Após muita pesquisa, incansáveis conversas com psiquiatras, psicólogas, fonoaudiólogas e musicoterapeutas e visita a Next for Autism (ONG pró autismo dos EUA), ela formatou o projeto e o apresentou na Santa Casa da Misericórdia. Hoje conta com 20 voluntários que usam a música como parte da terapia. Para contribuir ainda mais, a jovem, que é cantora e compositora fez um show beneficente que arrecadou cerca de R$15.000,00 para as obras do Ambulatório de Psiquiatria da Santa Casa.

Luiza dos Santos Travassos

Apaixonada por futebol, Luiza notou que compartilhando esse amor e sua história nas redes sociais muitas meninas lhe procuravam para falar sobre seus medos e sonhos. Foi então que passou a escrever voluntariamente para um blog do ESPNW – canal de esportes femininos, voltado para o público feminino e a dar palestras para eventos de incentivo a meninas, como o Força Meninas e o Voe Mulher. Em 2017, participou do Click Esperança, incentivando a solidariedade de outros jovens no Brasil para apoio ao Criança Esperança e criou o Projeto Uma Bola Causa que distribuía bolas em uma comunidade da sua cidade como incentivo ao esporte. Em 2017, foi considerada uma das 100 mulheres mais inspiradoras do mundo pela BBC Londres e ,em 2019, foi convidada pela FIFA para participar do evento EPF Equal Playing Field, onde junto com seu grupo entrou para o Guiness Book como o jogo de futebol mais longo da história, chamando a atenção para a igualdade no esporte.

Matheus Coutinho da Silva

Matheus percebeu a desigualdade de acesso à educação de qualidade para alunos com deficiência visual e dessa sensibilidade nasceu o seu projeto. A ideia de criar maquetes com materiais e tecidos diversos como apoio às aulas de biologia e a criação de um aplicativo com áudios que ajudassem os alunos com deficiência visual a acompanharem as aulas da mesma maneira que os demais, logo ganhou o apoio dos professores e da escola. Junto com uma equipe de quatro alunos e um professor, Matheus constrói maquetes de acordo com os assuntos tratados em sala de aula. O grupo ainda se responsabiliza pela gravação de áudios sobre os temas e os conteúdos de ensino que serão disponibilizados no aplicativo.

SÃO PAULO

Felipe Rebello Silvestri

As aulas de história e geografia e o tema de mestrado de sua mãe, fizeram Felipe refletir sobre a difícil transição de vida que os refugiados e imigrantes enfrentam na busca de condição de vida mais digna.
A ideia para a atividade surgiu frente às inúmeras injustiças e dificuldades pelas quais esse grupo passa. Junto com dois amigos, o jovem criou um modelo de currículo e realizou três campanhas de arrecadação de livros e dicionários para a biblioteca da instituição Missão Paz. Ele e seu grupo já formularam e traduziram mais de 130 currículos para refugiados e imigrantes que passavam pela Missão Paz. E não para por aí, o grupo agora se prepara celebrar parcerias com ONGs e empresas e assim fazer a mediação entre os refugiados e as vagas disponíveis nas empresas.


 


 

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